O que fazer quando não tenho “um patrão” um horário e uma rotina diária?

O que fazer quando não tenho “um patrão” um horário e uma rotina diária?

“Todos temos um gigante adormecido dentro de nós. Quando esse gigante desperta, acontecem milagres.”. Frederick Faust

Entrou em desespero quando descobriu que ia ser despedido? Durante uma sessão de coaching, um cliente referiu que para além de estar em choque sentia, raia, fúria e magoa até chegar à ansiedade. ” “Porquê eu” foram as palavras que repetia várias vezes ao longo do seu discurso.
“E se eu não conseguir encontrar outro emprego?”
“Já não sou um jovem” “Como vou apoiar a minha família?” Sentia-se completamente paralisado com medo e sem qualquer perspetiva face ao futuro. Toda a sua energia tinha sido “sugada” pelo medo com consequências ao nível da motivação. Um mês depois percebeu que não era o medo que o estava a impedir de avançar mas sim o facto de não ter uma direção, um rumo, uma estrutura. Desde pequenos vivemos através de rotinas: – Acordar às 07h; – Entrar nas aulas às 8h30; – Sair das aulas às 16h; – Jantar às 20h;
Mas ao longo dos anos e das diferentes fases que vamos vivendo vão ocorrendo mudanças, quando começamos a trabalhar, as nossas rotinas são muito “modeladas” pelo tipo de emprego que temos. O Edgar (o meu cliente) referiu que no seu último trabalho saía as 19h e ia a correr para a estação de comboio para conseguir o das 19h08, nos dias de folga o telemóvel não parava com chamadas para resolver problemas.

Durante uma das sessões e após algumas reflexões do meu cliente perguntei-lhe:
O que quer fazer diferente agora?

O Edgar percebeu que para mudar eram necessárias regras diferentes no seu dia-adia, regras essas que tinham de ser cumpridas.
O que fez? Estabeleceu regras básicas:
1. Não há televisão das 9h às 18h (existem muitas repetições de jogos de futebol em que ele passava horas do dia a ver);
2. Criou um espaço na sala como escritório de costas para a televisão;
3. Criou o hábito de caminhar todos os dias 30 minutos pela manhã para ajudar a planear o seu dia e no final do dia voltava a caminhar para relaxar;

4. Criou um horário para fazer contactos telefónicos, enviar mensagens pelo Linkedin e emails, responder anúncios, etc;

Segundo o Edgar assim que chegava a casa, a sua disposição e alegria contagiava a mulher e os filhos, porque estava muito mais relaxado.
Na verdade, ele olhou para a sua procura de emprego como um emprego e estava 100% dedicado e activo. Participou em vários eventos, agendou reuniões com empresas de recrutamento, fez inscrições em diversos sites e aplicações de ofertas.
Uma vez que “não tinha um patrão” o desafio de sair da cama e “cumprir” o horário que tinha definido por vezes era complicado mas tinha consciência que valia a pena contrariar.
Após o “click”, o Edgar percebeu que tinha de mudar de atitude face ao “desemprego” e conseguiu uma oportunidade de emprego em 3 semanas, e está fascinado com a sua nova rotina e emprego.

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